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05/03/10 - "Toyota faz lobby contra o motor flex nos EUA. Documentos entregues ao Congresso americano revelam o boicote" - O Estado de S.Paulo, 1/3
"No país do etanol, Mitsubishi vai batalhar pelo carro elétrico. Montadora apresenta veículo e abre discussão sobre nicho que pode ter até 10% do mercado na próxima década. Consumidor só poderá comprar o modelo em 2013" - O Estado de S.Paulo, 28/2
A notícia publicada na edição da última segunda-feira no jornal O Estado de S.Paulo e republicada na edição de hoje do Clipping e Site BrasilAgro, mostra claramente o lobby que a montadora Toyota está fazendo contra o motor flex no Congresso americano, onde está sendo investigada pelo megarecall de mais de 8 milhões de veículos.
A trajetória da Toyota no Brasil, onde foi a última montadora a lançar modelos flex, em 2007, também não é das melhores e no ano passado vendeu 54,6 mil unidades do Corolla flex com motor 1.8. A empresa promete lançar agora em março a versão 2.0 deste modelo. No fim do ano, será a vez da picape Hilux, produzida na Argentina, a ganhar motor flex.
Nos últimos meses acompanhamos alguns interessantes e intrigantes movimentos da turma do "contra os biocombustíveis". Primeiro, foram as petroleiras que, agora, se curvaram e estão investindo pesado na produção de etanol. O que inclui a venezuelana PDVSA que está importando usinas completas que foram e estão sendo produzidas em Piracicaba e em Sertãozinho.
Além dela, já anunciaram pesados investimentos no setor de biocombustíveis `verde-amarelo´ a BP (British Petroleum) e a Shell, que acaba de se associar com a Cosan. A Petrobras deve se associar ao megaprojeto da ETH & Brenco para poder marcar terreno com as petroleiras estrangeiras que já estão no país.
Não foi por idealismo ou compromisso com o meio ambiente que as petroleiras estão entrando no negócio dos biocombustíveis. Elas o fazem pois sem este foco não sobreviverão e continuarão a perder seus mercados.
Outro movimento foi aquele que procurava mostrar ao mundo que a produção de etanol roubava espaço para a produção de alimentos. Esta campanha foi patrocinada por grandes corporações como a Nestlé e a Pepsico, dentre outras, que contrataram uma agência de relações públicas com sede em Washington. A realidade do etanol a partir da cana-de-açúcar mostrou que os argumentos usados eram artificiais e falsos. Mas que deixaram um rastro de dúvidas, ah, isto deixaram!
Agora, assistimos a maior montadora de veículos do mundo, a Toyota, envolvida até os tubos - não seriam os fundos? - com denúncias de mortes e acidentes causados pela baixa qualidade dos automóveis que produz. Fica muito claro qual é o jogo e quem são os seus atores.
Talvez a melhor resposta que nós, brasileiros, possamos dar à Toyota é boicotando seus produtos. Não apenas porque a política desta empresa é contra os interesses estratégicos do Brasil, mas, também, porque está provado que os veículos que produz não são seguros e podem provocar os acidentes.
Convenhamos, recall em mais de 8 milhões de veículos atesta que, definitivamente, a Toyota e seus produtos não têm nenhuma segurança e confiabilidade. E, outra montadora japonesa, a Mitsubishi está investindo pesado para, a partir de 2013, lançar seus veículos elétricos aqui em nosso país.
O carro elétrico vai ocupar mercado dos carros a etanol, a não ser que esta eletricidade seja produzida a partir de células combustível a hidrogênio cuja melhor matéria-prima é o álcool hidratado com 40% de água
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